Entre Aplicações
Os outros assistentes trazem um sistema novo para dentro do CMS. Este resolve o caso oposto: os dois lados já estão configurados e falta o pedaço do meio — o Transformador que converte o payload de um no formato do outro, e o encaminhamento que liga um ao outro.
Abre pelo botão “Integrar duas Definições”, em Transformadores.
O Contrato Observado
Escrever esse Transformador à mão exige saber o formato dos dois lados. O CMS descobre isso sozinho: conforme as mensagens passam, ele monta um schema do que de fato trafega em cada Coleta e cada Entrega — quais campos aparecem, de que tipo, e em quantas das mensagens observadas.
É essa última parte que faz diferença. Um exemplo real:
amostras=5 obrigatórios=[pedido, status]
pedido string em 5 de 5
status string em 5 de 5
itens number|string em 4 de 5
observacao string em 2 de 5O contrato não diz apenas “existe um campo itens”. Ele diz que itens chega ora número, ora
texto, e que falta em uma das cinco. Um Transformador escrito sem essa informação quebraria na
terceira mensagem.
O contrato pode ser editado à mão quando você conhece o formato melhor que a amostra. Ao editar, o contador de amostras é zerado: ele descreve uma observação, e um schema digitado deixou de ser uma.
Os três passos
1. Escolher origem e destino
A origem pode ser uma Coleta ou uma Entrega — quem produz mensagem pode ser qualquer um dos dois. O destino é sempre uma Entrega, que é quem consome no modelo do CMS.
Os dois combos têm busca por texto e vêm agrupados pela categoria de Tipo de Conexão da Aplicação
(SAP, banco de dados, IoT…), com o ícone da Aplicação e Aplicação · Interface sob cada sigla — numa
instalação com dezenas de Definições, siglas iguais em Aplicações diferentes eram indistinguíveis. O
✓ ao lado da sigla marca quem já tem contrato observado.
Se qualquer um dos lados ainda não tem contrato observado, o wizard para com erro claro. É melhor recusar do que gerar um script sobre um formato que ninguém conhece — deixe o tráfego passar um pouco e volte.
2. Gerar o script
A IA recebe os dois schemas e escreve o Transformador. Note o que ela recebe: os schemas, não as
mensagens. Ela precisa saber que existe quantidadeBoa: number, não que o pedido 4711 teve 37
peças.
No exemplo acima, foi o schema que fez o script sair com conversão de tipo e valor padrão para o campo ausente — a IA tratou o caso difícil sem ver nenhuma mensagem, porque o contrato já contava a história.
3. Testar contra o tráfego real, e aplicar
O script gerado roda contra as mensagens que a origem já processou, dentro do sandbox do Transformador, no servidor. As mensagens reais nunca saem daqui: a IA escreveu o script sem ver o dado, e o dado valida o script sem sair de casa.
O resultado vem como “X de Y converteram”. Quando alguma falha, o CMS mostra o payload que causou a falha (até cinco) — sem isso você só saberia que “algumas falharam”, que é a informação menos útil possível.
O botão de aplicar só libera depois que o teste rodou. Aplicar sem testar desperdiça justamente a parte que só o CMS consegue fazer.
Ao aplicar, são criados o Transformador (marcado como gerado por IA) e o encaminhamento da origem para o destino — este último, como tudo que assistente cria, desativado.
Privacidade, em uma linha
Schemas vão para a IA; mensagens, não. O teste roda no servidor do CMS. Se a sua política proíbe enviar até estrutura de dados para um provedor externo, use um modelo local — o CMS fala com provedores compatíveis com a API da OpenAI, o que inclui Ollama rodando na sua rede.