Assistentes de configuração
Configurar uma integração à mão exige saber o contrato do outro lado: quais endpoints existem, quais campos são obrigatórios, como se chama a tabela, qual é a chave, qual BAPI o SAP espera. Esse conhecimento costuma estar num Swagger, no catálogo do banco, num arquivo na pasta de rede — ou na cabeça de alguém. Traduzi-lo para Interface, Coleta e Entrega é trabalho repetitivo, no qual errar um nome custa uma tarde.
Os assistentes fazem essa tradução. Você aponta a fonte, confere o que vai ser criado e instala.
Em números: apontar a URL de uma API com Swagger e instalar leva minutos, e cobre operações que levariam horas para cadastrar campo a campo. O ganho não é só de tempo — é de erro que não acontece, porque o nome do campo veio do contrato, não da digitação.
Os seis assistentes
| Assistente | Quando | Onde fica | Usa IA |
|---|---|---|---|
| Descoberta por URL | A outra ponta é uma API — Swagger, OData, WSDL, Postman, MCP, ou só uma URL | Ícone de varinha em Aplicações | Sim |
| Catálogo de banco | A outra ponta é um banco de dados | Ícone de tabela em Conexões Externas ou Aplicações | Não |
| Catálogo de pastas | A outra ponta deposita arquivos numa pasta | O mesmo ícone, em conexão de arquivos | Não |
| Packs SAP | A outra ponta é SAP ECC/S4 (PP, QM, PM) | Ícone de caixas em Aplicações | Não |
| Entre Aplicações | Os dois lados já existem no CMS e falta ligá-los | Botão em Transformadores | Sim |
| Transformador por IA | Você sabe o formato de entrada e o de saída, mas não escreve código | Editor de Transformador | Sim |
O ícone que abre um assistente é sempre roxo e fica por último na coluna de ações.
O assistente oferecido depende do tipo da Aplicação. Uma Aplicação com Conexão SAP RFC recebe o pack; uma com conexão de banco ou de pasta recebe o catálogo; as demais recebem a descoberta por URL. Onde nenhum se aplica — MQTT, OPC UA, Modbus —, nenhum ícone aparece: oferecer um formulário inaplicável é pior que não oferecer nada.
O que todos têm em comum
Estas quatro regras valem para qualquer assistente, e é o que torna seguro deixá-los gerar configuração em lote.
Você vê antes de gravar
Nenhum assistente escreve no banco sem mostrar o resultado. A revisão lista cada objeto com a ação que sofrerá:
| Marca | Significa |
|---|---|
| CRIAR | Não existe ainda |
| ATUALIZAR | Já existe e será sobrescrito pelo que o assistente gerou |
| CUSTOMIZADO | Já existe e foi alterado à mão depois da última instalação — não é tocado |
O CUSTOMIZADO é o que permite reinstalar sem medo: o que você ajustou continua seu.
Nos assistentes de banco, a revisão mostra também o comando SQL que será gravado. Quem opera banco quer ler o comando antes de deixá-lo rodar.
Os nomes são seus
Toda sigla proposta é editável na revisão, e cada Interface gerada pode ser trocada por uma Interface já existente — útil quando você não quer uma fila nova para cada coisa. Trocar o nome ali corrige todas as referências de uma vez.
Nada nasce ligado
Coletas, Entregas e encaminhamentos criados por assistente nascem desativados. A instalação prepara a configuração; quem decide que ela pode rodar é você, depois de conferir. As Interfaces nascem ativas — elas só existem para agrupar.
Fica registrado quem instalou o quê
Cada instalação grava o que foi criado, por quem e quando. É isso que permite ao CMS saber, na próxima vez, o que é dele e o que você customizou — e é isso que aparece no log de auditoria.
O papel da Inteligência Artificial
A IA participa de três assistentes — descoberta por URL, entre Aplicações e geração de Transformador — e não participa do catálogo de banco, do catálogo de pastas nem dos packs SAP.
O critério é simples: onde existe informação exata, inventar é piorar. O catálogo de um banco diz
com precisão quais são as colunas e a chave; a amostra de um arquivo diz o encoding e o delimitador;
o pack SAP conhece a BAPI. A IA ali só poderia errar. Já um Swagger com 450 operações traz nomes como
EventControlController_findAll, sem dizer qual cenário de negócio aquilo atende nem se serve de
entrada ou de saída — e é exatamente isso que a IA resolve bem.
O que a IA faz:
- nomear e agrupar operações em cenários de negócio;
- decidir a direção (Coleta ou Entrega) de cada operação;
- escrever o Transformador que converte o payload de um lado no formato do outro.
O que ela nunca faz: inventar campo que não está no contrato, ou ver o dado de produção.
Privacidade
| Vai para a IA | Nunca vai |
|---|---|
| Nomes e tipos de campo (schema) | Conteúdo das mensagens |
| Estrutura do contrato (Swagger, OData, WSDL) | Token, senha, chave de API |
| O prompt que você escreveu | Payload de produção |
Os segredos são redigidos antes de qualquer texto ir para o modelo — inclusive quando aparecem no meio de um exemplo de requisição dentro do contrato. No assistente entre Aplicações, só o schema vai no prompt; o teste do script gerado roda contra as mensagens reais dentro do servidor do CMS, onde elas já estavam.
A IA precisa estar configurada em Configurações → IA. Sem ela, a descoberta por contrato (Swagger, OData, WSDL, Postman, MCP) continua funcionando — o que se perde é o agrupamento por cenário e a geração de Transformador.
Se a política da empresa proíbe enviar qualquer coisa para fora, aponte o provedor para um modelo local: o CMS fala com qualquer servidor compatível com a API da OpenAI, o que inclui Ollama rodando na sua rede. A geração passa a acontecer inteiramente dentro da empresa.