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Catálogo de pastas

Integração por arquivo é a mais antiga que existe e continua sendo a mais comum em chão de fábrica: um sistema deposita um CSV numa pasta de rede e alguém precisa lê-lo. O trabalho não está em ler o arquivo — está em acertar encoding, delimitador e cabeçalho, que ninguém acerta de primeira e que só falham no primeiro arquivo de verdade.

Este assistente responde essas perguntas olhando o arquivo.

Abre pelo mesmo ícone de tabela do catálogo de banco, em Conexões Externas ou na linha de uma Aplicação — quando a conexão é do tipo Arquivo, o que aparece é o catálogo de pastas.

O catálogo mostra pastas e arquivos a partir do diretório base da conexão, com busca por nome. É navegação de verdade: você entra nas subpastas até achar o arquivo que representa o caso.

Diferente do catálogo de banco, aqui o CMS lê conteúdo — os primeiros KB de um arquivo — porque não há como descobrir formato, encoding e delimitador sem olhar. A tela diz isso explicitamente, e nada na pasta é alterado.

O que a detecção descobre

Escolhido um arquivo, o CMS analisa a amostra e responde:

CampoComo é decidido
EncodingBOM primeiro (é prova); depois UTF-8 estrito — texto Latin-1 com acento produz sequência inválida e se denuncia; bytes nulos alternados indicam UTF-16LE; nulos isolados indicam binário
FormatoJSON, JSON por linhas, CSV, XML, texto ou binário
DelimitadorTesta ;, ,, tab e | e escolhe o que separa consistentemente
CabeçalhoSe a primeira linha do CSV parece nomes de coluna
ColunasNomes do cabeçalho, ou posicionais (campo1, campo2…) quando não há
Modo de emissãoArquivo inteiro numa mensagem, ou uma linha por mensagem
PréviaAs primeiras linhas já decodificadas, para você conferir com os olhos

A detecção é determinística, sem IA. O arquivo responde por si; um palpite de modelo aqui só poderia errar — mesmo critério do catálogo de banco.

Tudo que foi detectado vem preenchido e continua editável. Se a amostra enganou, você corrige antes de gerar.

O que você decide

EscolhaPadrãoPor quê
Máscara de arquivosAs extensões que existem na pasta* pegaria o arquivo de controle que o outro lado usa para sinalizar fim de escrita
Modo de emissãoO detectadoUma linha por mensagem dá rastreabilidade por registro; arquivo inteiro preserva o documento
Ignorar cabeçalhoO detectadoSó faz sentido no modo por linha
Ação pós-leituraMOVERVer abaixo
AgendamentoCronCom que frequência varrer a pasta

A ação pós-leitura nasce em MOVER, e não é adivinhada

Depois de ler, o CMS pode mover, renomear, apagar ou deixar o arquivo. O assistente sempre sugere MOVER.

MOVER tira o arquivo do caminho, o que dá idempotência pelo próprio sistema de arquivos: o arquivo lido não é lido de novo, e continua existindo se alguém precisar conferir.

APAGAR é irreversível. Sugeri-lo a partir do que se viu numa pasta seria irresponsável: o assistente não sabe se aquele arquivo tem cópia em outro lugar. Se a política da sua planta é apagar, marque você — mas que seja uma decisão, não um padrão.

O envelope, e o Transformador que vem junto

No modo por linha, o CMS entrega um envelope com a linha crua:

{ "arquivo": "PRODUCAO_20260826.csv", "caminho": "/dados/entrada/PRODUCAO_20260826.csv", "linha": 42, "conteudo": "000060003285;0010;480;12;ST" }

Quem separa as colunas é um Transformador — e o assistente já o escreve, a partir das colunas detectadas, com o delimitador e o cabeçalho corretos. É por isso que as colunas do catálogo não viram contrato da Coleta: elas viram o material com que esse Transformador é escrito.

No modo arquivo inteiro, a mensagem é o conteúdo do arquivo, com os metadados anexados.

Somente leitura

O catálogo de pastas gera apenas a Coleta. Gravar arquivo (FILE_WRITE) depende de um modelo de conteúdo — que colunas, em que ordem, com que separador, com ou sem cabeçalho — e isso a pasta não revela. Ver Arquivos para configurar a escrita à mão.

Revisão e instalação

Como em todos os assistentes: a revisão mostra cada objeto com CRIAR, ATUALIZAR ou CUSTOMIZADO, as siglas são editáveis, e a Coleta nasce desativada.